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CEI do Lixo em Goiânia deve convocar Roberto Naves para depor sobre contrato milionário

Investigação apura possíveis irregularidades no Consórcio Limpa Gyn


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 24/08/2025 - 10:10

CEI do Lixo em Goiânia deve convocar ex-prefeito de Anápolis para depor sobre contrato milionário Roberto Naves dívida
O ex-prefeito de Anápolis, Roberto Naves (Republicanos) e o ex-secretário Denes Pereira estão entre os nomes que devem ser chamados pela Comissão Especial de Inquérito. (Foto: Reprodução)

O escândalo em torno do contrato de coleta de lixo em Goiânia ganhou mais um desdobramento com a definição dos primeiros nomes que devem ser convocados pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada na Câmara Municipal. Conforme revelou o jornal O Popular, o ex-prefeito de Anápolis, Roberto Naves (Republicanos), figura entre os alvos da comissão e poderá prestar depoimento em breve.

As investigações miram a relação de Roberto Naves com a Quebec Ambiental, empresa que integra o Consórcio Limpa Gyn — responsável pela coleta de lixo na capital desde o início de 2024. A mesma Quebec também atua em Anápolis, onde Naves exerceu dois mandatos consecutivos até o início deste ano, o que levantou suspeitas de possíveis favorecimentos na contratação.

Desde que assumiu os serviços de limpeza urbana em Goiânia, o Consórcio Limpa Gyn enfrenta questionamentos de vereadores e da sociedade civil quanto à regularidade do contrato, que movimenta cifras milionárias dos cofres públicos. A CEI foi criada justamente para apurar indícios de irregularidades tanto na licitação quanto na execução do serviço.

Outro nome que deve ser convocado é o de Denes Pereira, ex-secretário de Infraestrutura de Goiânia e atual presidente regional do Solidariedade. Pereira assinou o contrato com o consórcio em março de 2024, mas deixou o cargo em junho, após ser alvo da Operação Transata, deflagrada pela Polícia Civil para investigar fraudes em licitações municipais.

Procurado pela reportagem, Roberto Naves negou envolvimento no caso e chegou a questionar se o assunto não passava de uma “fofoca”. A CEI, entretanto, segue adiantando os trabalhos e promete ouvir todos os envolvidos antes de apresentar um relatório final.

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