Rildo Soares, suposto serial killer de Rio Verde, foi condenado, na segunda-feira (15), a 71 anos de prisão pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver de Monara Pires, de 31 anos, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri. A sentença determina que a pena seja cumprida em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
Monara vivia em situação de rua e foi encontrada morta em um terreno baldio do município. A decisão foi anunciada pelo juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Verde.
Na dosimetria da pena, Rildo foi condenado a 61 anos e sete meses de reclusão pelo crime de feminicídio, nove anos de prisão por estupro e um ano e dois meses por ocultação de cadáver. O advogado de defesa, Nylson Schmidt, afirmou que a defesa acata o veredito do conselho de sentença, destacando que a decisão é soberana e representa a vontade da sociedade.
Essa foi a segunda condenação de Rildo Soares em menos de uma semana. Na quarta-feira (10), ele já havia sido condenado a 41 anos de prisão pelos crimes de morte, estupro, ocultação de cadáver e roubo de Elisângela Silva de Souza, assassinada após sair de casa de madrugada para trabalhar, também em Rio Verde. Segundo o delegado responsável pelo caso, Adelson Candeo, o condenado ainda deve passar por mais um julgamento nesta terça-feira (16).
Denúncia
Rildo Soares foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) em outubro pela morte de Monara. Conforme a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 7 de julho, no Bairro Popular, após a vítima ser atraída até um terreno baldio para o consumo de drogas.
Ainda segundo a acusação, Rildo atacou Monara por motivo torpe, após desconfiar que ela teria roubado dinheiro do local onde ele morava. O Tribunal do Júri acatou integralmente as acusações: feminicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.
O crime
O delegado Adelson Candeo relatou que o pai de Monara havia cedido uma casa para que ela morasse, mas que a jovem acabou se envolvendo com drogas e com pessoas ligadas a esse meio. Apesar disso, segundo o delegado, Monara tinha família estruturada e bons relacionamentos na cidade.
De acordo com o depoimento prestado por Rildo à polícia, ele desferiu uma primeira pancada na vítima, que tentou fugir. Em seguida, teria jogado uma cama-box por cima de Monara, ateado fogo e subido sobre a estrutura para mantê-la presa. “Ela se debate em meio às chamas e ele continua em cima da cama-box para que ela queime o máximo possível”, relatou o delegado.
A polícia informou que o corpo foi encontrado parcialmente carbonizado, nos fundos de um lote baldio, em meio a uma estrutura de madeira. As investigações apontam que Monara ainda respirava quando foi queimada.
Primeiro suspeito
Inicialmente, a Polícia Civil prendeu um jovem de 26 anos suspeito de matar e atear fogo no corpo de Monara. O nome não foi divulgado. Segundo as investigações, ele já teria agredido a vítima em outras ocasiões por ciúmes. O suspeito foi preso no dia 22 de agosto, mas acabou liberado após a confissão de Rildo Soares.
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