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Investigadores analisam urnas eletrônicas e reforçam segurança do sistema eleitoral brasileiro

Urnas Eletrônicas


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 22/10/2025 - 11:24

Investigadores analisam urnas eletrônicas e reforçam segurança do sistema eleitoral brasileiro
(Foto: Reprodução)

Pesquisadores, técnicos e representantes de instituições públicas e privadas participaram, entre os dias 6 e 17 de outubro, da fase de análise dos códigos-fonte e funcionamento das urnas eletrônicas do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais (TPS 2025), promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O grupo tem até o dia 24 de outubro para entregar seus planos de teste, que serão executados entre 1º e 5 de dezembro, com o objetivo de reforçar a segurança e a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.

Entre os participantes está o advogado César Henrique Soares Ferreira, de 47 anos, representante da OAB-MG, que participa do teste pela primeira vez. Após conhecer os sistemas, ele afirmou ter ficado impressionado com o nível de proteção. “Muitos acreditam em informações falsas sobre as urnas. Aqui, vemos que o processo é extremamente seguro. Se existe alguma falha, estamos justamente para identificá-la e melhorar o sistema”, declarou.

A mesária voluntária Tamires da Silva Ferreira, de 29 anos, também aproveitou o evento para compreender melhor o funcionamento do sistema eletrônico. “Qualquer pessoa pode participar, tirar dúvidas e atestar a segurança do processo. Isso amplia nossa confiança e ajuda a combater a desinformação”, disse.

Dos 148 inscritos no teste, 49 optaram por acompanhar presencialmente a análise dos códigos-fonte — entre eles, representantes da OAB-MG, da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Matemática e Estatística da USP. No total, até 15 grupos ou participantes individuais poderão ter planos de teste aprovados pela Comissão Reguladora, que anunciará os selecionados no dia 7 de novembro.

Esta é a 8ª edição do Teste Público da Urna, criado em 2009 e tornado obrigatório em 2016. A iniciativa é uma das principais formas de auditoria e transparência da Justiça Eleitoral, permitindo que cidadãos maiores de 18 anos colaborem na fiscalização do sistema.

Para o investigador Nicholas Barros dos Santos, de 32 anos, que participa pela segunda vez, o teste é uma oportunidade de aproximação entre sociedade e Justiça Eleitoral. “É um exercício de cidadania. Quando o público participa, a confiança nas urnas se fortalece, e a democracia também”, afirmou.

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