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Operação “Mão de Ferro” desarticula organização criminosa em Luziânia

Grupo investigado por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 7 milhões em dois anos


Por Carlos Nathan em 28/11/2025 - 15:57

Operação “Mão de Ferro” desarticula organização criminosa em Luziânia
(Fotos: PCGO)

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios de Luziânia (GIH) – 5ª DRP, deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação “Mão de Ferro”, com o objetivo de combater uma organização criminosa especializada em agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação, realizada em Luziânia, contou com o apoio da Polícia Militar de Goiás e cumpriu mais de 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão.

Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de R$ 7 milhões provenientes de atividades ilícitas nos últimos dois anos. Por determinação judicial, todo o valor foi bloqueado das contas dos investigados, medida que visa reparar danos, garantir eventual ressarcimento às vítimas e enfraquecer a estrutura financeira da organização. A operação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado ligado à violência e à exploração econômica de famílias e comerciantes locais.

Caso os envolvidos sejam denunciados e posteriormente condenados, poderão responder por diversos crimes previstos na legislação brasileira. A formação de organização criminosa (Lei 12.850/2013) prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão, além de multa, podendo aumentar se houver uso de violência ou participação de servidores públicos. O crime de extorsão (art. 158 do Código Penal) pode resultar em 4 a 10 anos de prisão, além de multa. Já a lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998) prevê 3 a 10 anos de reclusão, com possibilidade de aumento caso o crime seja realizado de forma reiterada ou por meio de organização criminosa.

A prática de agiotagem, enquadrada como crime contra a economia popular (Lei 1.521/1951), pode levar a pena de 6 meses a 2 anos de detenção, além de multa. Somadas, as condenações podem resultar em longas penas de prisão, dependendo do grau de participação de cada investigado. A Operação “Mão de Ferro” segue com desdobramentos, e novos elementos podem fortalecer o processo judicial contra os envolvidos.

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