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Novas informações: corretora desaparecida de Caldas Novas teria 12 processos contra síndico

Ações judiciais envolvem áreas cível e criminal e antecedem o desaparecimento de Daiane Alves Souza, ocorrido em dezembro; caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 27/01/2026 - 16:11

Corretora Caldas Novas
(Imagem: Reprodução)

Novos desdobramentos vieram à tona no caso do desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ocorrido em Caldas Novas, no sul de Goiás. De acordo com informações confirmadas pela defesa da família, Daiane moveu 12 processos judiciais contra o síndico do prédio onde morava, Cleber Rosa de Oliveira. As ações tramitam nas esferas cível e criminal, sendo que 11 ainda estão em andamento e uma já foi encerrada, com decisão favorável à corretora.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) confirmou a existência das denúncias feitas por Daiane contra o síndico, mas ressaltou, em nota, que os processos dizem respeito a fatos anteriores ao desaparecimento. Segundo o órgão, até o momento não há comprovação de vínculo direto entre as ações judiciais e o sumiço da corretora. Cleber Rosa de Oliveira não tem se manifestado à imprensa sobre o caso.

Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. As últimas imagens registradas mostram a corretora no elevador do condomínio onde residia. Familiares relatam que, após esse momento, não há qualquer registro em vídeo que mostre o paradeiro da mulher. A mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, afirma que a ausência de imagens após a descida ao subsolo é um dos principais pontos que aumentam o mistério em torno do caso.

No dia do desaparecimento, a corretora de Caldas Novas teria saído do apartamento após ficar incomodada com a falta de energia elétrica. Durante o trajeto no elevador, ela conversou com um vizinho sobre o problema. Ambos descem no segundo subsolo, conforme mostram as câmeras de segurança. No entanto, o sistema fica cerca de dois minutos sem gravação. Quando o vídeo retorna, Daiane aparece sozinha, retorna ao elevador, observa a câmera e desce no primeiro subsolo, sem ser vista novamente.

Diante da falta de respostas, a Polícia Civil de Goiás informou que o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios. Uma força-tarefa foi formada, sob coordenação do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), com apoio de equipes locais. As autoridades informaram que novos detalhes não serão divulgados neste momento para não comprometer o andamento das investigações.