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Prefeitura de Anápolis aposta em recursos federais para enfrentar alagamentos

Prefeitura estima receber R$ 50 milhões do PAC e de emendas, em um momento de cooperação entre gestões de campos políticos opostos


Por Carlos Nathan em 14/01/2026 - 10:17

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(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

A Prefeitura de Anápolis anunciou a expectativa de receber cerca de R$ 50 milhões para enfrentar alagamentos em investimentos em obras de drenagem urbana, recursos que devem vir do governo federal, atualmente sob gestão do PT, além de emendas parlamentares e convênios. O anúncio foi feito pelo prefeito Márcio Corrêa (PL) após reunião com o secretariado municipal, na última segunda-feira (12), quando foram definidas as prioridades administrativas para o ano de 2026.

Apesar das diferenças políticas entre o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a administração municipal, comandada por um prefeito filiado ao PL, partido de oposição em nível nacional, a expectativa é de que Anápolis seja contemplada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O discurso adotado pela prefeitura reconhece, ainda que de forma indireta, a importância do apoio da União para viabilizar intervenções de alto custo que o município dificilmente conseguiria executar sozinho.

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Os recursos devem ser destinados a obras de micro e macrodrenagem em pontos historicamente afetados por alagamentos, como a Rua Amazílio Lino, a Avenida Ayrton Senna e as imediações do Terminal Rodoviário Josias Moreira Braga. O próprio prefeito admitiu que problemas antigos de planejamento urbano contribuíram para a situação atual, com bairros inteiros sofrendo há anos com enchentes recorrentes.

Embora o cenário político nacional seja marcado por embates entre PT e PL, na prática administrativa Anápolis agora aguarda a liberação de verbas federais para enfrentar um problema estrutural. A sinalização é de que as primeiras licitações devem ser abertas nas próximas semanas, incluindo a implantação de poços de infiltração para reduzir o impacto das chuvas.

O caso evidencia que, independentemente de alinhamentos partidários, municípios continuam dependendo do governo federal para executar obras de grande porte. Para a população, o que está em jogo não é a disputa ideológica, mas a chegada efetiva dos recursos e a solução de problemas que afetam diretamente o dia a dia da cidade.