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Vereador Suender sai em defesa do bispo que orou pelo “fim do comunismo”; entenda

Fala do bispo reacendeu debate sobre neutralidade da Igreja em cenário político polarizado


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 02/09/2025 - 11:13

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Parlamentar de Anápolis elogiou Dom Eugênio Rixen após oração no evento Desperta Brasil, em Brasília. (Foto: Reprodução)

Em discurso na tribuna da Câmara Municipal nesta terça-feira (2), o vereador Policial Federal Suender (PL) saiu em defesa do bispo da Diocese de Formosa, no Entorno do Distrito Federal, Dom Adair José Guimarães, após a repercussão de uma oração feita durante o evento Desperta Brasil, em Brasília. Na ocasião, o religioso pediu a intercessão de Nossa Senhora Aparecida para “livrar o Brasil da guerra, da fome e do comunismo”. Suender destacou a fala do bispo diante de milhares de fiéis e afirmou que o catolicismo “não coaduna com o comunismo”.

“Quero parabenizar o bispo que falou ali para oitenta mil pessoas. Ele pediu a intercessão de Nossa Senhora em oração para livrar o Brasil do comunismo. O catolicismo é incompatível com o comunismo. Quando se fala a verdade, a militância da esquerda ataca. Mas estamos juntos em oração pelo Brasil, porque Deus vai abençoar e o comunismo não vai tomar conta do nosso país”, declarou Suender.

O evento Desperta Brasil, realizado no sábado (30), reuniu milhares de fiéis em vigília católica com momentos de oração e reflexão sobre fé, família e pátria. Dom Adair conduziu parte da programação ao lado do frei Gilson, pregador conhecido entre católicos e evangélicos conservadores. A menção ao comunismo, interpretada por analistas como um recado indireto ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ampliou a discussão sobre a atuação da Igreja em um cenário de forte polarização política.

O bispo que orou contra o comunismo foi nomeado em 2021 pelo papa Francisco, Dom Adair é associado à ala tradicional da Igreja no Brasil. Sua fala reacende o debate sobre até que ponto discursos religiosos podem ser interpretados como manifestações políticas, especialmente em um momento delicado, às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) preferiu manter neutralidade e divulgou apenas uma nota reafirmando o compromisso da Igreja com a paz social. Internamente, porém, cresce o questionamento sobre os limites da liberdade de expressão religiosa quando o conteúdo pode ser associado a disputas partidárias.