Skip to content

Vereador de Anápolis alerta para riscos em proposta que flexibiliza acesso à CNH

Alex Martins critica mudanças discutidas pelo Ministério dos Transportes e afirma que redução das aulas práticas pode ampliar desigualdades e comprometer a segurança no trânsito


Por Carlos Nathan em 20/11/2025 - 14:03

Vereador de Anápolis alerta para riscos em proposta que flexibiliza acesso à CNH
Parlamentar demonstrou preocupação com formação (Foto: Allyne Laís)

O debate sobre a possível flexibilização das exigências para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ganhou destaque na sessão ordinária desta semana da Câmara Municipal de Anápolis. O vereador Alex Martins (PP) usou a tribuna para manifestar preocupação com a proposta em discussão no Ministério dos Transportes, que pretende facilitar o acesso ao documento e tornar facultativa a quantidade de aulas práticas. Para ele, embora a intenção de ampliar o acesso seja válida, o efeito prático pode ser negativo.

Segundo o parlamentar, ao reduzir a obrigatoriedade das aulas práticas, o processo de formação deixa de ser uma política pública igualitária e passa a depender exclusivamente da capacidade individual — algo que, em sua avaliação, pode ampliar desigualdades e prejudicar motoristas com menos condições financeiras ou menor preparo inicial. Martins destacou que retirar essa proteção representa “deixar de tratar o cidadão de forma isonômica”.

O vereador também afirmou que a proposta envolvendo a CNH acende um alerta entre especialistas em segurança viária, que temem prejuízos na capacitação dos futuros condutores. Ele ressaltou que dirigir exige muito mais que saber manusear um veículo: envolve compreender leis, desenvolver prudência e estar psicologicamente preparado — competências que, segundo Martins, apenas instrutores qualificados conseguem transmitir de maneira adequada.

Alex Martins reforçou ainda que cerca de 90% dos acidentes no país são provocados por falha humana, o que, para ele, torna ainda mais necessária uma formação estruturada. Sem esse cuidado, o trânsito pode se tornar mais perigoso e o suposto ganho econômico poderá custar vidas. Como professor, concluiu dizendo não acreditar que a cidade alcançará segurança com uma formação tão reduzida e improvisada quanto a que está sendo discutida.

Leia também: Vereador anuncia revisão de projeto sobre uso obrigatório de focinheiras