A morte do advogado criminalista de Anápolis Juan Danker Rocha Faria, de 27 anos, segue cercada de mistério. O jovem ficou desaparecido por quatro dias até ser encontrado morto em Goiânia, no último dia 19 de setembro. A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias do caso, que inicialmente foi tratado como desaparecimento voluntário, mas agora levanta fortes indícios de homicídio.
Juan desapareceu em 15 de setembro, após sair da casa da irmã em Goiânia dizendo que iria imprimir documentos. Ele morava em Anápolis com a mãe, mas estava na capital há duas semanas para ajudá-la durante a recuperação de uma cirurgia. No dia seguinte ao sumiço, a família registrou boletim de ocorrência. A Carteira Nacional de Habilitação dele ficou em casa; apenas o celular e a carteira da OAB foram levados.
O corpo foi localizado no Parque Industrial João Brás, em Goiânia, em avançado estado de decomposição. Segundo o delegado Pedromar Souza, havia perfurações no corpo, além de duas facas encontradas ao lado. O caso foi transferido para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).
A irmã, Kathleen Rocha, relatou que a família recebeu apoio da OAB-GO, que auxilia na obtenção de imagens de câmeras e dados telefônicos. Juan era solteiro, não tinha filhos e atuava como advogado criminalista há cerca de quatro anos em Anápolis.
Até o momento, a polícia mantém como principal linha de investigação a hipótese de homicídio, mas ainda não descarta outras possibilidades. Familiares pedem respostas e esperam que a apuração traga clareza sobre a morte que abalou a comunidade jurídica e a cidade de Anápolis.











