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Operação em Anápolis apreende R$ 500 mil e investiga suspeita de lavagem de dinheiro

Homem com passagem pela polícia foi detido após saque milionário; caso evidencia as técnicas de ocultação de recursos ilícitos e a importância da denúncia por parte das instituições financeiras


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 16/11/2025 - 14:48

operação anápolis
(Foto: PMGO)

Um homem foi detido em uma operação da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) na última sexta-feira (14/11) após realizar um saque de R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária no bairro Jundiaí, em Anápolis. A ação policial foi deflagrada a partir de uma denúncia feita pelos próprios funcionários do banco, que estranharam o movimento atípico e de alto valor. O suspeito, que já possui registros de passagem pela polícia e responde a processos por lavagem de dinheiro e fraude em licitações na Justiça de Manaus, foi abordado enquanto dirigia um veículo com placa de Minas Gerais.

Durante a abordagem, os policiais localizaram todo o montante em dinheiro, acomodado em uma mochila no assoalho do lado do passageiro. Questionado, o homem apresentou o comprovante do saque e alegou que a quantia seria usada para o pagamento de fornecedores no Distrito Federal. No entanto, a justificativa foi considerada frágil e atípica para transações comerciais legítimas, que normalmente utilizam meios eletrônicos para valores tão expressivos, visando justamente a rastreabilidade e a segurança. Diante das inconsistências, o indivíduo foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

Após os procedimentos iniciais, o suspeito foi liberado, mas o dinheiro permaneceu apreendido para a continuidade das investigações, que focam no crime de lavagem de dinheiro. Este caso se enquadra perfeitamente na Lei nº 9.613/1998, que define lavagem de dinheiro como o ato de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização ou disposição de bens, direitos ou valores provenientes de crimes. A “fase de colocação” – que é o momento em que os recursos ilícitos são introduzidos no sistema financeiro – muitas vezes ocorre exatamente através de operações em espécie, como grandes saques ou depósitos, justificados de maneira genérica, tal como alegado pelo investigado. A apreensão do valor representa um golpe significativo no ciclo de lavagem, impedindo que o capital supostamente ilícito seja reinvestido na economia formal.

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