A discussão sobre a militarização das escolas públicas municipais em Anápolis ganhou novo capítulo. A análise do projeto de lei, de autoria do vereador Fred Caixeta (PRTB), foi adiada na Comissão de Finanças da Câmara Municipal. A proposta, que já passou pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação e de Educação, estava prevista para ser avaliada na última quinta-feira (21), mas ainda não tem nova data para ser retomada.
O texto prevê que escolas municipais possam adotar a gestão compartilhada com militares, modelo já presente em outras cidades goianas. Caso avance, a expectativa é que a matéria seja apreciada pelo plenário nas primeiras sessões de setembro, onde, apesar de algumas resistências, tende a ser aprovada.
Na Comissão de Educação, o vereador Marcos Carvalho (PT), ligado à área, foi voto contrário a militarização das escolas em Anápolis. Outros parlamentares, como Alex Martins (PP), ex-secretário de Educação, e Rimet Jules (PT), também se mostram críticos à proposta. Ainda assim, Caixeta tem demonstrado força política: ao aderir à base do prefeito Márcio Corrêa (PL), condicionou seu apoio à sanção e implementação do projeto, sugerindo um projeto-piloto em uma escola com baixo desempenho educacional.
Enquanto isso, outras pautas movimentaram o Legislativo. A Câmara aprovou o polêmico Dia Municipal dos Legendários e reconsiderou, a pedido da vereadora Thais Souza (Republicanos), o veto de 2021 a projeto que proíbe piercings e tatuagens em animais, alinhando-se à legislação federal. Em contrapartida, os vereadores mantiveram veto a proposta da mesma parlamentar que buscava tombar como patrimônio histórico a Casa Rosa, no Bairro Jundiaí.
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